Filosofia e o mundo corporativo - aprendendo a aprender
Andréa Vermont
Iniciarei esta reflexão buscando a intercessão entre Filosofia e as grandes corporações, refletindo como esta área tão privilegiada do conhecimento pode nos ajudar a ser pessoas e, por conseqüência, empresas melhores.
Deter-me-ei em apenas um conceito: Humildade – esta como condição indispensável para aquisição do conhecimento.
Nos primórdios da Filosofia, quando Sócrates visitou o oráculo de Delfos na ânsia de conhecer e aprender mais, foi argüido pelo oráculo com seus enigmas, e se retirou daquele lugar com a grande chave para se chegar á Sabedoria e ao conhecimento: “Só sei que nada sei.”
Mais do que um eufemismo à sua incompetência diante do oráculo, Sócrates determina a única e imprescindível condição para o crescimento e aprendizagem contínua: reconhecer-se como alguém que tem muito a aprender, e que, por mais que saiba, sempre haverá a necessidade da busca de conhecimento.
“Só sei que nada sei”, ao contrário do que muitos entendem e divulgam, não é um paradigma da condição humana finita, mas é um convite a ansiar sempre por mais, é se motivar para aprender, é aproveitar cada oportunidade de conhecimento como única e irrepetível - seja ela na sala de aula ou no corredor da empresa.
A única e indispensável condição para o crescimento como pessoa e conseqüentemente como profissional, é reconhecer que tudo que sabemos até aqui se revela muito pouco diante do universo de aquisições que ainda podemos ter, se estivermos dispostos a isso.
Em tempos de empresa investindo grandes cifras financeiras no desenvolvimento e educação de pessoas, penso que deveríamos parafrasear as escolas latinas de Filosofia e escrever nos “arcos” de entrada de nossas salas de treinamento: “voluntas” - que sinalizava que a única pré-condição e barreira para aquisição do Conhecimento é a VONTADE.
Encerro com uma frase de Protágoras, filósofo antecessor a Sócrates, que dizia: ”O Homem é a medida de todas as coisas”, sinalizando com esta frase simples que, você é e pode tornar-se do tamanho que determinar para suas buscas, sonhos e objetivos..
Como cantavam os músicos do grupo Titãs, na década de 80:
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
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