segunda-feira, 19 de novembro de 2012



Sérgio Hage  

Sua empresa deseja “MESMO” INOVAR?
Numa visão simplista podemos assumir que a origem da palavra “INOVAÇÂO” vem do latim INOVARE = TORNAR NOVO. Ainda pesquisando sua origem, encontramos que inovar tinha a mesma origem do Grego ELEÚTHEROS que significa também “LIVRE”. Em épocas mais remotas a raiz da palavra teria um significado ligado a “Nação, Povo” sendo usada para designar “membro de povo não escravizado,” O RESULTADO DA LIBERDADE.
Entendemos, entretanto, que a pobreza da linguagem humana nos conduz a uma diversidade de percepções, usando-se uma mesma palavra para níveis e entendimentos diferentes sobre o tema inovação. Assim, o entendimento e aplicação sobre o que seja INOVAR, assume no cotidiano uma infinidade de possibilidades e respectivas práticas. Em nossa abordagem desejamos tratar a INOVAÇÂO como sendo, em essência, o resultado de um estado da consciência humana especialmente impulsionada por um desejo incontido de criar o novo, algo realmente impensado. Um movimento absolutamente livre das premissas, conceitos e modelos vigentes.
Assim considerando e atendo-me, especialmente, as imposições de sustentabilidade dos negócios em dinâmica incontida, com necessidades por uma qualidade e aplicabilidade cada vez mais exigentes, pretendo promover reflexões que nos coloquem frente a frente às novas práticas que possam ser assumidas com verdade incomum para os resultados “INOVADORES” ditos tão desejados pela maioria das empresas.

Núcleos de INOVAÇÂO:
CRENÇA FUNDAMENTAL: “Não podemos INOVAR sem conceder liberdade”.
COROLÁRIO: “Para se estabelecer o ambiente INOVADOR, teremos que libertar e proteger os agentes dessa inovação da cultura, dos conceitos e modelos vigentes na Organização”.
Numa linguagem figurada, gosto de chamar esse espaço organizacional de “NAVE”, considerando que seja ela a condutora ao destino do sucesso sustentável da organização e dos negócios. Assim temos, o NÙCLEO como a força pensante, o ambiente das ideias e a “NAVE” o local, o ambiente físico apropriado onde se reunirão os tripulantes, rumo a sua viagem INOVADORA.
O passaporte para ingressar nessa “NAVE” exige dos candidatos um conjunto de qualidades diferenciais e competências incomuns, sendo basicamente as seguintes:
  • Espírito empreendedor, ousadia responsável;
  • Extrema capacidade para desaprender;
  • Curiosidade aguçada;
  • Percepção sensível às diversidades e visões abstratas;
  • Forte componente Humano nas atitudes – facilidade para conviver com diferenças, isenção de comportamentos direcionados por vaidades, orgulho. Elevada auto-estima, visão positiva da vida, bom humor, bom ânimo predominantes,alegria, simpatia, facilidade para lidar com mudanças e atração especial para ir em busca do desconhecido, orientação para resultados e força moral diante de insucessos (não se deixar abater ou desanimar quando as coisas não saírem como o esperado – espírito determinado e persistente), disposição para o autoconhecimento, estilo de vida predominantemente saudável, paixão pelo que faz, dentre outras;
  • Disposição permanente para aprender com seus resultados e facilidade para assimilar novas tecnologias e atribuições (adaptabilidade);
Essas são algumas das características globais a serem utilizadas no processo de seleção dessa equipe tão especial.
Mais do que soluções, os tripulantes dessa “NAVE”, terão a missão de criar o “IMPENSADO” segundo padrões atuais, ir muito além dos problemas em suas avaliações e pesquisas, mas sobretudo, inventar além das soluções esperadas, já que essas são baseadas nos problemas do cotidiano e queremos superar esse cotidiano, como Einstein dizia: “Não podemos encontrar verdadeiras soluções se nos mantivermos no mesmo nível mental dos problemas”.
É missão dessa equipe multidisciplinar e multifuncional, imaginar e viabilizar mecanismos propulsores dos resultados propostos, cabendo-lhes gerar níveis de satisfação muito além das expectativas atuais, surpreendendo de forma extraordinária aqueles que estejam limitados pelos padrões vigentes das soluções rotineiras. Naturalmente que a resistência inicial as mudanças será uma condição extra a ser pensada pela equipe, devendo-se munir de argumentos que encantem e desarticulem os pessimistas, os acomodados e opositores por princípios, além ainda daqueles que atemorizados pela possibilidade real ou inventada da perda de poder, possam assumir a conduta da sabotagem. Desafios que deverão ser enfrentados com a mesma disposição INOVADORA por parte da equipe e dirigentes mentores da empresa.
Naturalmente que diante de tão extraordinário desafio, se impõe a necessidade de ações igualmente extraordinárias que sejam facilitadoras do processo. Dentre muitas podemos destacar algumas que nos parecem essenciais. São elas:
  • Investir para propiciar um ambiente e práticas absolutamente descomprometidas com os modelos atuais;
  • O processo deverá ser percebido e desenvolvido a semelhança de um laboratório, onde o conceito de “ERRO” como o entendemos hoje, seja definitivamente abolido do vocabulário e respectivas reações punitivas e preconceituosas, onde a observação curiosa dos resultados, sejam quais forem esses resultados, deva ser tratada com excepcional atenção e aproveitamento visando aprendizado e estimulo à novas experimentações;
  • Encontrar um piloto condutor da “NAVE” que não seja comprometido com a dinâmica atual da organização e sob sua orientação facilitadora a equipe interna esteja igualmente protegida da hierarquia tradicional, assim como das restrições impostas pelo modelo vigente. Nesta composição da equipe, seus integrantes deverão ser um mix de profissionais internos a organização aliados a outros externos com características instigadoras e facilitadoras da “MISSÂO INOVADORA”. O processo é iminentemente dinâmico, não havendo equipes fixas, mas um fluir de integrantes a depender das circunstâncias e exigências de cada fase.
  • Haver uma consistente disposição e recursos para implantar, paralelamente aos procedimentos atuais, as ideias/projetos inovadores, resultantes das experiências iniciais validadas pela equipe da “NAVE”. Podemos considerar essa ideia como uma incubadora da nova organização que se anuncia, em fase de experimentação paralela, devendo servir como transição inteligente e saudável entre o modelo atual e o futuro, minimizando-se desperdícios e choques na convivência, em razão da diversidade de características mais ou menos flexíveis do capital humano/intelectual que move o negócio.
  • Disposição absoluta em dar atenção especial para que o ambiente humano dessa convivência seja harmonioso e minimamente atingido pelas vaidades e lutas pelo poder sempre presentes e provavelmente com muita probabilidade de serem ainda intensificadas nessa convivência entre representantes do modelo atual e do futuro, onde as ameaças certamente serão percebidas de forma muitas vezes distorcida pelo temor daqueles que hoje detém a predominância no domínio das situações e do conhecimento organizacional. Há de se promover um substancial endomarketing seguido de ações mediadoras e preventivas, visando efetivar uma comunicação positiva dessa transição, onde os ganhos globais para toda cadeia de valor seja beneficiada, garantindo sustentabilidade ao negócio e níveis que excelência global excepcionais, comparados com os atuais.
  • INOVAÇÃO exige estrategicamente aparelhamento adequado ao descortinar dos novos rumos e experiências a serem conquistadas. Esse ferramental ou aparelhamento pode ser entendido ainda como alguns métodos novos e outros já conhecidos, porém observados e aplicados sob novos ângulos e combinações conferindo ao processo possibilidades e eficácia ainda desconhecidas – “renovar os elementos essenciais às práticas inovadoras”. O “Design Thinking” pode ser um bom exemplo a ser aqui considerado, com seu olhar e metodologia organizando-se em formato especialmente atrativo e estimulador da criatividade desejada, assim como metodologias estimuladoras da fisiologia propulsora dos estados transcendentes da consciência, por meio de métodos da meditação dinâmica, exercícios bioenergéticos, estimulações sensoriais para o desbloqueio de modelos, dentre outras técnicas, deverão ser exercitadas convenientemente a medida das necessidades do grupo.
O assunto é vastíssimo e encantador! Em nossa percepção os núcleos de inovação constituem-se numa estratégia competitiva incomparável ao mundo atual, visando minimizar desperdícios e adversidades que poderiam ser prevenidas, além de promover uma cultura compatível com a dinâmica incomparável em que nos encontramos, promovendo o equilíbrio e saúde em níveis jamais experimentados por nossas organizações.

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