Sérgio Hage
Sua
empresa deseja “MESMO” INOVAR?
Numa
visão simplista podemos assumir que a origem da palavra “INOVAÇÂO”
vem do latim INOVARE = TORNAR NOVO. Ainda pesquisando sua origem,
encontramos que inovar tinha a mesma origem do Grego ELEÚTHEROS que
significa também “LIVRE”. Em épocas mais remotas a raiz da
palavra teria um significado ligado a “Nação, Povo” sendo usada
para designar “membro de povo não escravizado,” O RESULTADO DA
LIBERDADE.
Entendemos,
entretanto, que a pobreza da linguagem humana nos conduz a uma
diversidade de percepções, usando-se uma mesma palavra para níveis
e entendimentos diferentes sobre o tema inovação. Assim, o
entendimento e aplicação sobre o que seja INOVAR, assume no
cotidiano uma infinidade de possibilidades e respectivas práticas.
Em nossa abordagem desejamos tratar a INOVAÇÂO como sendo, em
essência, o resultado de um estado da consciência humana
especialmente impulsionada por um desejo incontido de criar o novo,
algo realmente impensado. Um movimento
absolutamente livre
das premissas, conceitos e modelos vigentes.
Assim
considerando e atendo-me, especialmente, as imposições de
sustentabilidade dos negócios em dinâmica incontida, com
necessidades por uma qualidade e aplicabilidade cada vez mais
exigentes, pretendo promover reflexões que nos coloquem frente a
frente às novas práticas que possam ser assumidas com verdade
incomum para os resultados “INOVADORES” ditos tão desejados pela
maioria das empresas.
Núcleos
de INOVAÇÂO:
CRENÇA
FUNDAMENTAL:
“Não podemos INOVAR sem conceder liberdade”.
COROLÁRIO:
“Para se
estabelecer o ambiente INOVADOR, teremos que libertar e proteger os
agentes dessa inovação da cultura, dos conceitos e modelos vigentes
na Organização”.
Numa
linguagem figurada, gosto de chamar esse espaço organizacional de
“NAVE”,
considerando que seja ela a condutora ao destino do sucesso
sustentável da organização e dos negócios. Assim temos, o NÙCLEO
como a força
pensante, o ambiente das ideias e a
“NAVE” o
local, o ambiente físico apropriado onde se reunirão os
tripulantes, rumo a sua viagem
INOVADORA.
O
passaporte para ingressar nessa “NAVE”
exige dos
candidatos um conjunto de qualidades diferenciais e competências
incomuns, sendo basicamente as seguintes:
- Espírito empreendedor, ousadia responsável;
- Extrema capacidade para desaprender;
- Curiosidade aguçada;
- Percepção sensível às diversidades e visões abstratas;
- Forte componente Humano nas atitudes – facilidade para conviver com diferenças, isenção de comportamentos direcionados por vaidades, orgulho. Elevada auto-estima, visão positiva da vida, bom humor, bom ânimo predominantes,alegria, simpatia, facilidade para lidar com mudanças e atração especial para ir em busca do desconhecido, orientação para resultados e força moral diante de insucessos (não se deixar abater ou desanimar quando as coisas não saírem como o esperado – espírito determinado e persistente), disposição para o autoconhecimento, estilo de vida predominantemente saudável, paixão pelo que faz, dentre outras;
- Disposição permanente para aprender com seus resultados e facilidade para assimilar novas tecnologias e atribuições (adaptabilidade);
Essas
são algumas das características globais a serem utilizadas no
processo de seleção dessa equipe tão especial.
Mais
do que soluções, os tripulantes dessa “NAVE”,
terão a
missão de
criar o
“IMPENSADO”
segundo
padrões atuais,
ir muito
além dos problemas em suas avaliações e pesquisas, mas sobretudo,
inventar além das soluções esperadas, já que essas são baseadas
nos problemas do cotidiano e queremos superar esse cotidiano, como
Einstein dizia: “Não podemos encontrar verdadeiras soluções se
nos mantivermos no mesmo nível mental dos problemas”.
É
missão dessa equipe multidisciplinar e multifuncional, imaginar e
viabilizar mecanismos propulsores dos resultados propostos,
cabendo-lhes gerar níveis de satisfação muito além das
expectativas atuais, surpreendendo de forma extraordinária aqueles
que estejam limitados pelos padrões vigentes das soluções
rotineiras. Naturalmente que a resistência inicial as mudanças será
uma condição extra a ser pensada pela equipe, devendo-se munir de
argumentos que encantem e desarticulem os pessimistas, os acomodados
e opositores por princípios, além ainda daqueles que atemorizados
pela possibilidade real ou inventada da perda de poder, possam
assumir a conduta da sabotagem. Desafios que deverão ser enfrentados
com a mesma disposição INOVADORA por parte da equipe e dirigentes
mentores da empresa.
Naturalmente
que diante de tão extraordinário desafio, se impõe a necessidade
de ações igualmente extraordinárias que sejam facilitadoras do
processo. Dentre muitas podemos destacar algumas que nos parecem
essenciais. São elas:
- Investir para propiciar um ambiente e práticas absolutamente descomprometidas com os modelos atuais;
- O processo deverá ser percebido e desenvolvido a semelhança de um laboratório, onde o conceito de “ERRO” como o entendemos hoje, seja definitivamente abolido do vocabulário e respectivas reações punitivas e preconceituosas, onde a observação curiosa dos resultados, sejam quais forem esses resultados, deva ser tratada com excepcional atenção e aproveitamento visando aprendizado e estimulo à novas experimentações;
- Encontrar um piloto condutor da “NAVE” que não seja comprometido com a dinâmica atual da organização e sob sua orientação facilitadora a equipe interna esteja igualmente protegida da hierarquia tradicional, assim como das restrições impostas pelo modelo vigente. Nesta composição da equipe, seus integrantes deverão ser um mix de profissionais internos a organização aliados a outros externos com características instigadoras e facilitadoras da “MISSÂO INOVADORA”. O processo é iminentemente dinâmico, não havendo equipes fixas, mas um fluir de integrantes a depender das circunstâncias e exigências de cada fase.
- Haver uma consistente disposição e recursos para implantar, paralelamente aos procedimentos atuais, as ideias/projetos inovadores, resultantes das experiências iniciais validadas pela equipe da “NAVE”. Podemos considerar essa ideia como uma incubadora da nova organização que se anuncia, em fase de experimentação paralela, devendo servir como transição inteligente e saudável entre o modelo atual e o futuro, minimizando-se desperdícios e choques na convivência, em razão da diversidade de características mais ou menos flexíveis do capital humano/intelectual que move o negócio.
- Disposição absoluta em dar atenção especial para que o ambiente humano dessa convivência seja harmonioso e minimamente atingido pelas vaidades e lutas pelo poder sempre presentes e provavelmente com muita probabilidade de serem ainda intensificadas nessa convivência entre representantes do modelo atual e do futuro, onde as ameaças certamente serão percebidas de forma muitas vezes distorcida pelo temor daqueles que hoje detém a predominância no domínio das situações e do conhecimento organizacional. Há de se promover um substancial endomarketing seguido de ações mediadoras e preventivas, visando efetivar uma comunicação positiva dessa transição, onde os ganhos globais para toda cadeia de valor seja beneficiada, garantindo sustentabilidade ao negócio e níveis que excelência global excepcionais, comparados com os atuais.
- INOVAÇÃO exige estrategicamente aparelhamento adequado ao descortinar dos novos rumos e experiências a serem conquistadas. Esse ferramental ou aparelhamento pode ser entendido ainda como alguns métodos novos e outros já conhecidos, porém observados e aplicados sob novos ângulos e combinações conferindo ao processo possibilidades e eficácia ainda desconhecidas – “renovar os elementos essenciais às práticas inovadoras”. O “Design Thinking” pode ser um bom exemplo a ser aqui considerado, com seu olhar e metodologia organizando-se em formato especialmente atrativo e estimulador da criatividade desejada, assim como metodologias estimuladoras da fisiologia propulsora dos estados transcendentes da consciência, por meio de métodos da meditação dinâmica, exercícios bioenergéticos, estimulações sensoriais para o desbloqueio de modelos, dentre outras técnicas, deverão ser exercitadas convenientemente a medida das necessidades do grupo.
O
assunto é vastíssimo e encantador! Em nossa percepção os núcleos
de inovação constituem-se numa estratégia competitiva incomparável
ao mundo atual, visando minimizar desperdícios e adversidades que
poderiam ser prevenidas, além de promover uma cultura compatível
com a dinâmica incomparável em que nos encontramos, promovendo o
equilíbrio e saúde em níveis jamais experimentados por nossas
organizações.

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